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quinta-feira, 2 de março de 2017

Noite


Noite

Fazendo o que nesta noite ou ao ler tarde
Estudando um pouco dos afazeres do dia
Vagabundeando na praia sem sol na manha
Fico imaginando onde e o que faz andando
Será que pensa, nos outros que habitam
Cada um de um jeito tua vida no ocaso
Do sol que se põem no crepúsculo verdade
Pois todo dia acaba na estação que parte
E na mesma plataforma chega à noite
E assim a solidão se afoga em mim um coice

Ulisses Reis®
18/02/2017

Para EU

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

17 de Nov de 1959

17 de Nov de 1959

Fui o primeiro fruto, não o melhor
Mas sei que celebraram com amor
Pois nesta data casaram em 1959
Teresa e Geraldo e assim foram par
Pela vida a fora e mais frutos sem dor
Eles tiveram, eu aqui sozinho lembro
Das fotos e vestido branco ela lunar
Eu sou menino não tão bom solar
Só para que eu não esqueça a data
Poetizar

Ulisses Reis®
17/11/2016

Para EU

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Tristeza

Tristeza
Bateu uma saudade, de você que ainda me ama
De você que foi a uni9ca a me querer e bem
Bateu saudades e chorei, da Tia e da Minhoca Mole
Das conversas e das alegrias, das datas de aniversario
Do pão, da coxinha da esfirra que nunca mais vou comer
Estou muito triste e não saber onde estão aquelas
Que ainda restam da família que sempre vivi
Triste por não saber se a Isabella está sempre a sorrir
Não tenho animo nem prazer, em poucos minutos 
Escrevo e sinto a vontade de chorar, quero você Teresa
Ulisses Reis®
09/08/2016
Para EU e Teresa

domingo, 22 de setembro de 2013

Caminho


Caminho

Deixe eu seguir meu caminho, mas não sozinho
Quero paz no meu coração e que minha alma dance
Mas não quero ir sozinho, nesta viagem pelos caminhos
Pois todas noites eu contigo falo pela rede, mas sozinho
É que você escuta o que eu gosto, mas depois venho vazio
E lá fora ouivo da brisa que a lua cheia ilumina o menino
E assim com um sorriso que o tempo não abandona genuino
Venha mesmo não iluda e nem só seduza, escute que você donina
Por varias vezes me deixou sozinho, sem luz e com pouco destino
Sei que muito é culpa minha sou sim um grande cretino
Abusei da macies da tua boca, mas no teu ouvido usei criterio
E meu coração acalma ao ver e sentir tua respiração calafrio
E a luta constante e perene entre o bem e a escuridão em mim
Mas não me deixe sozinho, pois a encruzilhadas neste caminho
E cruza-las é dificil, onde eu não desisto do equilibrio vicio
Deixa eu seguir meu caminho, mas não sozinho

Ulisses Reis
02/03/2013


Para EU

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Devoto

Devoto

Tem mulher que salta aos olhos
Tem mulher que brilha e reluz
Mas tem mulher que encanta
E que de longe voa e me seduz
Faz com que a alma se levante
E deixe o corpo para visitar adiante
Essa mulher se mistura a espuma
Que tem olhar azul e boca linda
Escreve com sentimento na pele
E revela o desejo simples não apela
Deixa meu ser com noções basicas
Do tato tão sonhados, os labios
No ouvido a musicalidade da voz
Na língua o sabor de pimenta salgada
Venho eu em voo de albatroz
E nas mãos as curvas longas e ousadas
Ela ainda pergunta se vou gostar da foto
Como não saborear a imagem, de ti sou devoto
Não largo nenhum centimetro dos fios
Desses cabelos longos e magicos, ébano
Então abra um sorriso largo e belo
Beije-me na chuva e muito no inverno
Pois minhas caricias são tuas mo etermo

Ulisses Reis
22/02/2013

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Funil

Funil

Quero mergulhar no teu ouvido
Soprar coisas doces na tua boca
Quero ficar encantado e louco
Quero muito e também pouco
Matar tua sede com vento
Ser teu sol somente à noite
Escutar musica no travesseiro
Lamber muito tua íris negra
Descer toda tua roupa ao poucos
Sorve o sal dos teus poros
Quero ir além do âmago latente
Quero roçar língua nos dentes
Vazar toda tua loucura de funil
Coar teus apelos sempre roucos
Vou dançar nos teus cabelos
Sentir o arfar do respirar
Parar e somente te olhar
Pular para dentro dos teus braços
Sentir os toque mudos dos dedos
Sorrir de muita preguiça
Olhar você se banhar
Enxugar-te lá fora no vento
Fazer o sol se apaixonar
E nunca poder te tocar
Somente eu serei teu agrimensor
Serralheiro a tornear e professor
Que tu vais de joelhos se confessar
Coisas, te direi sem nunca pensar
Violetas trarei, ao acaso
Sorvente na fria noite de ocaso
Velas e vinho só para conversar
Musica para teus ouvidos
E minha inspiração viajar
Não quero muito nem pouco
Só quero que me deixem ser
Esse ser de todos menos, louco

Ulisses Reis®
27/08/2012

Para Eu


terça-feira, 3 de abril de 2012

Amiga(o)

Amiga(o)

Amizade é algo que eu escolho
Vai alem de conhecido, não é parente!
Pois às vezes esses são serpentes
Mas amigos que eu escolho são presente
Que o Universo me deu assim de repente
Então amo cada um do meu jeito, vinho!
Pois a cada dia fica melhor e saboroso
Ter-te como amiga(o) é tudo prazeroso
E você, espero te ver, sempre e ler!
O que você tem a me dizer, verdades!
Não se prive de me criticar se achar
Que devo ler aquilo que vem do coração
Mesmo que tenhamos divergências
Pois de ti espero sinceridade, seja cúmplice!
Mas nunca passa a mão na cabeça, nos erros!
Pois posso não concordar com tuas palavras
Mas defenderei até a morte o direito que tem
De dizê-las a mim, pois te escolhi então vem!
Eu te amo de amor e sei que em ti tenho valor
E tenha certeza que em mim muito amor

Ulisses Reis®
03/04/2012

Para Eu
Também para a melhor e maior amiga e parente MICHELLE
&
Para uma crescente amiga Paula Kelsch


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

7 de Dezembro


7 de Dezembro

Hoje tem sol, mas o que adiante!
Nada de prazeres e recomendações
Somente essa solidão em construção
E o mundo apagando a luz
Que veio na natalidade e essa idade
Que não adianta e fez turbilhão
E o fim do ano chegando renovação
Vem ai nascimento e o alimento
Que sorve o corpo e mente valha
E o sangue corre, mas para a calha!
Onde esvai feito liquido e esgoto
Agora é época de jabuticaba e geléia
Vamos à casa da avó trepar no pé
Colher com as próprias mãos no pé
Sei lá eu já não tenho tanta, essa fé
De estar presente na festa de outubro
Talvez eu falta realmente ao féretro
Não gosto da partida, prefiro a chegada
Pois é a entrada para situações boas
Quero sempre ficar despreocupado a toa

Ulisses Reis®
07/12/2011

Para Eu

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Perdida

Perdida

Uma batalha perdida
Uma surra pedida
Um tom de achar
E nunca se desesperar
Mas atitude foi errada
Não era isso o combinado
Foi tudo feito nas coxas
Muito, muito mesmo errado
E agora são águas passadas
E para piorar num dia lindo
Eu que sou um sujeito atrevido
Foi onde todos queriam
Mas eu não devia, mas fui e vi
Com os olhos estalados
Aquilo que vim buscar
E agora vou eu te levar
Não adiante massagear
Com os meus próprios
Poemas embelezar
Esta, com efeito, cheio de defeitos

Ulisses Reis®
25/10/2011

Eu

Oculto

Oculto

Junto a você foi lindo
Curto foi o tempo indo
Justo seria o eterno
Mas eu não posso fui
Tributo não foi pago ruiu
Mudo e cabelos feios ruivos
Surdo não escuto, veio o bruto
Arrebatou o respirar, sem ar
Os olhos tristes e jogados
No rosto comum a rua o chão
Já era somente vulto
Ainda era um grande culto
Furtou a vida de si mesmo
E agora corre feito louco
Mas esta todo de preto luto
E foi uma quedar abrupta
Mas também adulta

Ulisses Reis®
25/10/2011

Eu

sábado, 22 de outubro de 2011

Fórceps

Fórceps

Já eu sou meio de madeira
Que queima e faz fogueira
E germinei com dor e aflição
No parto relutei foi fórceps
Doeu não só para mim (a mãe)
Assim o medico talhou o cordão
O sangue correu e todos esperavam
De mim um choro ou um ola
Mas não me lembro direito
Pois havia muita luz era dia
E o almoço logo lá no interior
Se fazia, o aroma era de feijão
Ali o inicio da minha grande
E efêmera perdição

Ulisses Reis®
20/10/2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vazão

Vazão

Caminhos e direções
Muitos acham iguais
Mas não são não
Você pode escolher
Um caminho sem direção
Mas nunca duas direções
Pois sempre serão a mesma
Não importa se esta partindo
Ou mesmo com sorriso chegando
Então verifique tua razão de ir
E procure dentro de ti o caminho
Para que possa vir a mim
Onde estou faz parte da direção
E se desejar seguir, espero na esquina
Para não se perder, já esta dentro de mim
Falta só dar a mão e partir
Em plena comunhão
E completamente cúmplice
Da mesma razão
O coração

Ulisses Reis®
14/10/2011

Eu

domingo, 16 de outubro de 2011

Vazão

Vazão

Caminhos e direções
Muitos acham iguais
Mas não são não
Você pode escolher
Um caminho sem direção
Mas nunca duas direções
Pois sempre serão a mesma
Não importa se esta partindo
Ou mesmo com sorriso chegando
Então verifique tua razão de ir
E procure dentro de ti o caminho
Para que possa vir a mim
Onde estou faz parte da direção
E se desejar seguir, espero na esquina
Para não se perder, já esta dentro de mim
Falta só dar a mão e partir
Em plena comunhão
E completamente cúmplice
Da mesma razão
O coração

Ulisses Reis®
14/10/2011

Eu

sábado, 1 de outubro de 2011

Infesta

Infesta

Tenho aprendido
Que a felicidade também
É em Libra
E agora que começa
Outubro é véspera
De aniversario e festa
Não repousa em mim
Qualquer tipo de greta
Pois aqui abismo é seta
Então vem e infesta
De poesia e letra
Tudo que remete
A Libra e Balança
Diplomacia e seresta
Beleza, amor e poema!
Assim o sol que reflete
O nosso brilho na testa

Ulisses Reis®
01/10/2011

Para Eu

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tosco


Tosco

Com ritmo sem métrica
Sou eu aprendiz de poeta
Nenhum colosso, ainda tosco
Mas eu assim mesmo torço
Para descobri ainda moço
O caminho da métrica
Sem sofrer sufoco no dorso
E nunca ter que descer no poço
Para buscar sentido ou direção
Prefiro assim sair sem destino
Mas com muito afeto no coração
Para deixar-te feliz e as musas
Que são também inspirações
Mas meu sentimento convosco
É de extrema e confusa paixão
Então não carrega nas tintas
Deixe fluir o ritmo do veneno
Que influencia a minha poesia
Que tem destino arredio e fogo
Desse nosso gás interno acetileno
Que é usado para solda no moreno

Ulisses Reis®
30/08/2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Alma

Alma

Meu cansaço tem medida
E de falta de colo e fadiga
Justa medida de uma loucura
Que é a da procura do prazer
Onde te achar onde te perdi
Assim não sou sã longe de ti
Meu corpo devassidão, coeso
Minha’lma hermética contrapeso
Encaixada no receptáculo, corpo
Que cansado e perdido com suor
Tudo em ti é a minha medida
Vem para mim ser contrapartida

Ulisses Reis®
13/07/2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Alfa

Alfa

Eu sou o que sou
Lobo e alfa sim senhor
Não nasci para semente
Nem ouvir mentiras
E xingamentos, alfa
Vim mandar e convidar
Ou pelo menos cúmplice
No ensinamento convencer
Eu tenho sim argumento
Leio para sempre vocabulário
Discorre inteiro
Não venha me atravessar
Achar que sou burro ou esqueço
Não me peça nada, pode olhar
Mas não vai tocar, já tenho par
E agora tem teus comentários
Acha-me um filho da puta otário
Tenho guardado todo teu rico
Baixo vocabulário e tua raiva
Puta eletricidade insana fica ai
Deixe-me viver e você pode ler
Mas para que escrever, quieta
Use teu espaço e faça ferver
Aqui teu silencio é meu prazer

Ulisses Reis®
03/07/2011

Para quem sabe ler um pingo é letra!!!
Não diga que não sou educado, nem nome teve!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nem

Nem

Nem tudo que venha
Nem tudo que se vai
Nem tudo que se move
Nem todas as estrelas
Nem todas as musas
Nem tudo que confio
Nem todo teu ciúme
Nem toda intempérie
Nem tudo que digam
Nem tudo é ilusão
Nem toda façanha
Nem toda lasanha
Nem toda cerveja
Nem todos os amigos
Nem toda distancia
Nem toda a falta de luz
Nem todos os dias escuros
Nem toda chuva forte
Nem todos os relâmpagos
Nem todo granizo
Nem todos os degraus
Farão desistir

Ulisses Reis®
02/03/2008

domingo, 19 de junho de 2011

Aprender

Aprender

Quando adolescente sorvia a vida
Como se fosse cachaça e groselha
Era rápido e tonto, não aproveitava!
E o tempo melhor professor ensina
Ai quase adulto a vida melhorou
E trabalhando o dinheiro entrou
A cerveja gelada e loiras molhadas
Degustava em caixas e na cama
Durante anos tudo foi delicioso
Elas sempre lindas gostosas
E a cerveja melhorou importada
Que aqui se juntou, sorvi muita!
Depois conheci o vinho encantei-me
E sei que a cada taça de tinto seco
Eu tenho do lado mulher de apreço
Agora degusto com sabedoria
E a cada beijo a alma eu bebo
Para me lembrar tudo que desejo

Ulisses Reis®
17/06/2011

EU

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Presente

Presente

Ontem recebi o PRESENTE
Dizia ele:
Você é meu!
Continuava, cuido de ti
No meu ouvido esse afago
Veio muito doce, eu não apago
Na minha memória esse efeito
Que inebria e realiza
É tudo estranho eu me diria
A rapidez como a felicidade fez
Em uma semana algo possível
Ela assistia e prazerosa
Sempre me vinha mui caridosa
Com um jeitinho de menininha
Muito levada meu coração ela mirava
Deixando o tempo se encarregar
De lentamente vir me buscar
Muito sedosa e destemida
Mas com um fervente e o perfume
Encantamento e o estopim
E agora sei que em mim não a fim

Ulisses Reis®
03/06/2011